Lá se vão quase dois meses desde a minha saída do escritório onde trabalhava. Saí por tudo que já expus. Apesar de ter sido uma decisão pensada, verdade seja dita, a tomei sem ter elaborado um planejamento adequado do que deveria fazer daquele ponto em diante.
Idéias surgiram e tomei algumas iniciativas. Pensei que nesse período de transição eu teria paz e tranqüilidade.
Ledo engano.
Em primeiro lugar, a verdade é que depois de uma semana sem “trabalhar” já comecei a me sentir inquieto e entediado.
Além do meu próprio problema em lidar com a situação havia a pressão de parentes e amigos para que eu desse início a algum projeto.
Os primeiros passos já foram dados. Contatos foram feitos, mas a falta de algo concreto me irritava e fazia com que questionassem o rumo que tomei.
Em paralelo aos meus planos de negócio eu ainda tinha alguns processos para conduzir. Eram de clientes que gostaram dos serviços que prestei no escritório ou de conhecidos que me procuravam.
Ao longo desses 2 meses em que estive “fora do mercado”, portanto, não fiquei desocupado e improdutivo. Porém também não vivi nada que valesse a pena escrever por aqui.
Não até hoje.
(...)
Uma amiga que leu minha opinião em “O despacho, a liminar e a descoberta” me ligou há pouco mais de uma semana se mostrando indignada com um “despacho” através do qual um juiz tinha “se reservado o direito de apreciar o pleito liminar após a contestação”.
Não irei reescrever o que penso sobre isso. Só de pensar já fico irritado.
Enviei à colega um modelo de agravo de instrumento que eu havia elaborado para questão similar (fiz, mas não usei, lembram?).
Eis que minha colega agravou. E mesmo com a imensa maioria dos Tribunais, até hoje, se manifestando no sentido de que esse tipo de “despacho” não é passível de agravo, o recurso foi não apenas conhecido, como também recebeu o efeito ativo.
(...)
Ah, o tempo... Senhor da razão.
Hoje me senti respaldado por algo que escrevi há quase um ano.
Espero, em breve, receber as congratulações pela decisão profissional que tomei.
Estou certo sobre ela?
Tenho minhas convicções, mas elas não são – e nem dão – a resposta.
O tempo, sim.
Falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio...
E hoje ele se mostrou meu amigo.
Tempo, amigo, seja legal! Conto contigo pela madrugada...
domingo, 29 de agosto de 2010
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